domingo, 7 de janeiro de 2018

Heróis da Resistência

Heróis da Resistência foi uma banda brasileira de Rock formada por Leoni (voz e baixo), Jorge Shy (guitarra), Lulu Martin (teclados) e Alfredo Dias Gomes (bateria) no Rio de Janeiro, em 1986. Após sua tumultuada saída do grupo Kid Abelha, do qual era baixista e o principal compositor, Leoni fundou o grupo, com o qual lançou três LPs, todos pela WEA.

Apos a gravação do segundo disco (Religio), houve uma segunda formação da banda não registrada oficialmente com a entrada de Cadu Vasconcellos (bateria e teclados). A terceira formação oficial foi com a entrada do baterista Galli no lugar de Cadu e que passou a formar o grupo ao lado de Leoni e Jorge Shy. O trio foi responsável pela gravação e produção juntamente com Ricardo Garcia do disco Heróis Três (gravado no Nas Nuvens em 1990) e que teve sucessos como "Canção da Despedida", "Diga Não", "O que Eu Sempre Quis" e "Um Herói que Mata".

Os Heróis da Resistência ainda tiveram uma quarta formação após o desligamento do guitarrista fundador Jorge Shy em 1992. Com as entradas de Pablo Uranga (guitarra) e Humberto Barros (teclados) foram encerradas as atividades do conjunto em 1993, quando Leoni seguiu para carreira solo.

Os maiores sucessos da banda foram as músicas ''Dublê de Corpo'',''Esse Outro Mundo'',''Só Pro Meu Prazer'',''Nosferatu'',''O que Eu Sempre Quis'' e ''Diga Não''.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Bixo da Seda

Bixo da Seda foi uma banda de rock formada em Porto Alegre no início dos anos de 1970, e que iniciou a carreira com o nome de Liverpool, em 1965, passando a chamar-se Liverpool Sound e, após 1971, Bixo da Seda.
Com o nome Bixo da Seda, a banda teria partido para "uma levada de rock inglês, num mix de influências, próximo do progressivo", conforme o jornalista e pesquisador Gilmar Eitelvein.
 As letras, compostas por Fughetti Luz, eram extremamente críticas e psicodélicas.
 Tendo se tornado uma espécie de lenda no rock do sul do Brasil, a banda reuniu-se, posteriormente, para shows, tendo tocado, por exemplo, no Festival Morrostock 2011, na cidade de Sapiranga. Já Fughetti Luz emplacou muitos sucessos em sua carreira solo compondo para bandas conhecidas no Rio Grande do Sul, tais como Bandaliera e outras, e atualmente, encontra-se em retiro espiritual no interior do Estado.
Como Liverpool, nome com que a banda se tornaria primeiramente conhecida localmente, e que se justificava pelo fato da banda fazer, a princípio, covers dos Beatles, a banda chegou a escrever a discografia de Marcelo Zona Sul, um filme sobre a juventude carioca dos anos 60 que tinha Stepan Nercessian e Françoise Forton nos papéis principais.

No início dos anos 1970 ainda, adotaram o nome de Bixo da Seda e após se transferiram para a cidade do Rio de Janeiro, tendo lançado lá o disco Estação Elétrica, em 1976.
O nome da banda teria sido dado pelo filho de Leonel Brizola, Zé Vicente Brizola, que era, naquela altura, integrante da banda.
No disco gravado no Rio de Janeiro, com o afastamento de alguns dos integrantes iniciais, um dos participantes da gravação foi um ex-componente da banda A Bolha. Três anos depois, terminou a banda, que voltou a reunir-se para shows, posteriormente, havendo uma certa "rotatividade" de integrantes.
Na mesma época, se apresentaram como grupo de apoio ao conjunto vocal As Frenéticas.

Apesar da sua produção pequena, a banda até hoje é famosa no circuito progressivo gaúcho e, possivelmente, foi a partir dela que se originou o termo "rock gaúcho".
Integrantes
Fughetti Luz - voz, letras e composições.
Pecos (Wilmar Ignácio Seade Santana) Pássaro - guitarra
Mimi Lessa - guitarra
Renato Ladeira - teclados
Marcos Lessa - baixo
Edson Espíndola - bateria
Discografia
1969 - Por Favor Sucesso (como Liverpool)
1970 - Marcelo Zona Sul (como Liverpool)
1971 - Hei Menina (como Liverpool Sounds)
1976 - Bixo da Seda

Metrô

Metrô é uma famosa banda brasileira formada em 1978 sob o nome "A Gota Suspensa" antes de se rebatizar em 1984. Começando como uma banda de rock progressivo, mais tarde mudaram para uma direção mais influenciada pela cena New Wave, tornando-se um dos grupos mais bem-sucedidos da cena brasileira dos anos 80. Início e A Gota Suspensa (1978–1984) A banda que viria a se tornar o Metrô foi fundada em 1978, inicialmente com o nome "A Gota Suspensa", uma formação mutante, em que participaram vários músicos e cantores, entre eles Freddy Haiat, Kuki Stolarsky, Marcinha Montserrath, Mike Reuben. O núcleo que mais tarde viraria Metrô era composto por cinco colegas franco-brasileiros que estudavam juntos no Liceu Pasteur, colégio francês de São Paulo: a atriz e modelo Virginie Boutaud (vocais), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria). A Gota era um conjunto de rock progressivo/experimental bastante inspirado por bandas como Pink Floyd, King Crimson, Novos Baianos, e pelo movimento tropicalista, entre outros. Aos poucos, o som da Gota foi fidelizando um público juvenil cada vez mais numeroso, que os seguia em suas apresentações em colégios assim como em festivais de música em São Paulo. Aos poucos começaram a se apresentar em espaços muito característicos desta época como Clash e Carbono 14. Em 1983, a fita que gravaram para se candidatarem ao festival interno do Colégio Objetivo interessou um produtor independente, mecenas dos primeiros registros do som da Gota em estúdio. O álbum A Gota Suspensa foi lançado pela gravadora independente "Underground Discos e Artes", com a participação de Tavinho Fialho no contrabaixo no lugar de Xavier, que tinha sido convidado pelos pais a ser mais assíduo nos estudos, e o sensível Marcel Zimberg (saxofone, flauta). O disco não foi um sucesso comercial, porém foi muito bem-recebido pela crítica, adquirindo status cult. O álbum e o sucesso de público da Gota chamaram a atenção de várias gravadoras, entre elas a Som Livre e a CBS Records. Alec, Dany, Virginie, Yann e Xavier acabaram assinando com esta última um contrato para três discos. O som da banda passava por uma metamorfose com as novas influências como Blondie, Rita Lee, The B-52's, Devo, e Kraftwerk. Surgia então um estilo musical mais "acessível"; uma sonoridade mais pop e menos experimental. Em 1984, nesta nova fase, A Gota Suspensa trocou seu nome para Metrô. Seu primeiro lançamento com este nome foi o bem-sucedido single "Beat Acelerado", que trazia no Lado B "Sândalo de Dândi". Olhar, ascensão à fama e saída de Virginie (1985–1986) Em 1985 o Metrô lançou pela Epic Records seu primeiro álbum, Olhar, produzido por Luiz Carlos Maluly. Lançado em vinil e cassete, o álbum contém os hits "Tudo Pode Mudar", "Cenas Obscenas" (que contou com uma participação especial do ex-João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, Leo Jaime), "Johnny Love" (incluída na trilha sonora do filme de 1985 Rock Estrela de Lael Rodrigues, no qual o Metrô faria uma participação junto a Leo Jaime) e "Ti Ti Ti" de Rita Lee e Roberto de Carvalho (tema de abertura da novela homônima exibida de 1985 a 1986). O álbum também contou com participações especiais de Guilherme Isnard (do Zero) e da banda Degradée, na qual tocava o irmão de Alec Haiat, Freddy. O Metrô logo se tornou um dos grupos mais famosos e bem-sucedidos do Brasil, ao lado de Blitz, Legião Urbana, Titãs, RPM, Rádio Táxi, Ultraje a Rigor e Kid Abelha, entre outros. Chegavam a fazer sete shows em uma semana, aparecendo constantemente em numerosos programas de auditório da época : Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha, Programa Raul Gil, Programa Barros de Alencar, Globo de Ouro, Fantástico e Perdidos na Noite. Também contribuíram com uma canção para o álbum da popular série televisiva infantil Balão Mágico, "Não Dá pra Parar a Música", também lançado em 1985. Apesar de seu imenso sucesso, as intensas e ininterruptas viagens da turnê acabaram implodindo o grupo. Parte do grupo sentia falta da fase mais experimental, queriam mudar mais uma vez de som e de vida, se distanciar do som New Wave que vinham desenvolvendo até então como Metrô. Virginie saiu da banda em 1986. Alec, Yann, Dany e Xavier engataram o projeto "A Mão de Mao". Quanto a Virginie, após ter conhecido outros universos musicais trabalhado com Arrigo Barnabé e Philippe Kadosch, entre outros, formou com Dom Beto, Albino Infantozi e Nilton Leonardi, a banda "Virginie & Fruto Proibido". O álbum Crime Perfeito foi lançado em 1988. "Más Companhias", parceria de Virginie com Don Beto, entrou na trilha sonora da novela global Fera Radical. No lugar de Virginie, o cantor e músico português Pedro d'Orey (também conhecido como Pedro Parq) assumiu os vocais do Metrô. Pedro foi um dos membros fundadores do grupo de rock experimental Mler Ife Dada. Com d'Orey, o Metrô seguiu uma direção mais vanguardista e experimental. Pedro propôs mudar o nome de Metrô para "Tristes Tigres", a fim de expressar uma vez mais uma mudança de linguagem, mas a Epic Records não o permitiu. E, assim, em 1987, saiu o segundo álbum do Metrô (e o único com D'Orey como vocalista), A Mão de Mao. Apesar de uma recepção bastante favorável por parte da critica, A Mão de Mao foi um fracasso de vendas. A nova direção musical não seduziu seus fãs. O Metrô interrompeu a parceria em 1988. Novos projetos nasceram: Dany Roland e Xavier Leblanc se juntaram a André Fonseca e Cherry Taketani em o Okotô. Após se mudarem temporariamente para Bruxelas, na Bélgica, Dany Roland e Yann Laouenan formaram a banda de rock alternativo "The Passengers" com Diako Diakoff, Denis Moulin e Jack Roskam, lançando um consideravelmente bem-sucedido álbum de mesmo nome em 1992. Algum tempo depois, Xavier Leblanc abriu com a esposa Claudia Junqueira o bistrô francês La Tartine em São Paulo. Em 1993 Dany Roland mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar com design de som, cinema, além de frequentemente trabalhar como ator em peças de teatro, dirigidas por sua companheira Bia Lessa. Alec Haiat abriu com seu irmão Freddy a HABRO, uma importadora de instrumentos musicais. Pedro d'Orey voltou a Portugal onde formou outras bandas. Virginie pôs de lado a carreira musical após o término de seu projeto Virginie & Fruto Proibido. Em 2003 se casou com o diplomata francês Jean-Michel Manent, tendo com ele duas filhas. Antes de se estabelecer em Toulouse, na França, ela, Manent e suas filhas viveram em lugares como a Namíbia, Moçambique, Uruguai e Madagascar. Primeira reunião e Déjà Vu (2002–2004) Em 2001, a retomada do trabalho da banda foi evocada por alguns de seus membros, assim como o produtor de Olhar, Luiz Carlos Maluly. O caminho escolhido por Dany, Yann e Virginie na época foi o de gravar o álbum Déjà Vu na casa de Dany, no Rio de Janeiro. Alec decidiu não participar da reunião devido a razões pessoais e seu envolvimento com outros projetos na época, e foi então substituído pelo também membro da Patife Band e do Okotô André Fonseca. Xavier Leblanc, que também estava ocupado com seu bistrô, serviu apenas como um músico convidado na faixa "Achei Bonito" e "Johnny Love". Déjà Vu foi lançado pela gravadora independente Trama em 2002; o disco tem uma sonoridade ilustrada por ingredientes de música folclórica brasileira, samba, bossa nova, lounge e MPB. Nele, o Metrô contou com a participação especial de inúmeros convidados, como Preta Gil, Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Waly Salomão e Lucas Santtana, entre outros. Um ano após o lançamento do álbum Yann deixou a banda para se focalizar em outros projetos, e foi substituído nas apresentações pelo jovem Donatinho (então com 17 anos) e filho do grande pianista João Donato. Em 2004 fizeram uma série de shows no Brasil, na França, Inglaterra, Moçambique e em Portugal. Em Lisboa participaram da compilação Amália Revisited, um tributo à cantora portuguesa Amália Rodrigues, gravando um cover da canção "Meu Amor, Meu Amor". Esta homenagem foi lançada em 2005 pela gravadora Different World. Após esta turnê, os membros do Metrô seguiram novamente outros projetos pessoais. Show de 30º aniversário, terceira reunião e novo álbum (2014 – hoje ) Em setembro de 2014, o Metrô foi convidado a se reunir para uma apresentação na comemoração dos 50 anos do Lycée Pasteur. Em 8 de novembro de 2014, fizeram em São Paulo um show em que celebravam igualmente o reencontro dos cinco no palco depois de trinta anos, e o 30º aniversário do álbum Olhar. Em maio de 2015 o Metrô anunciou uma terceira e definitiva reunião, mais uma vez com sua formação original: seu show de retorno aconteceria na Virada Cultural de São Paulo em 21 de junho, mas este teve que ser cancelado devido à morte do marido de Virginie. A banda se apresentou ao vivo no Domingo Legal em 16 de agosto de 2015, tocando uma canção inédita, "Dando Voltas no Mundo". Em 2016 a banda se apresentou na Virada Cultural, marcando definitivamente seu retorno. A banda marcou presença também em programas de TV, como no Domingão do Faustão, participando do quadro Ding Dong, onde cantaram "Tudo Pode Mudar" e um trecho de "Beat Acelerado". Lá também foi anunciado o relançamento do álbum Olhar em uma edição especial. O álbum duplo comemorativo foi lançado em pré-venda em 22 de julho de 2016. Dois singles foram lançados desde a volta do Metrô: "Dando voltas no mundo" e "A vida é bela lalaiá". Metrô faz turnês anuais no Brasil.
 Integrantes Formação Inicial e Membros Atuais.
Virginie Boutaud - vocais (1979–1986, 2002–2004, 2006, 2014– )
Dany Roland - bateria, percussão (1979–1987, 2002–2004, 2014– )
Alec Haiat - guitarra (1979–1988, 2014– )
Yann Laouenan - teclado (1979–1988, 2002–2003, 2014– )
 Xavier Leblanc - baixo (1979–1988, 2002, 2014– )
Ex-membros
Pedro Parq (Pedro d'Orey) - vocais (1986–1988)
Marcel Zimberg - saxofone e flauta (1979–1983)
André Fonseca - guitarra (2002–2004)
Donatinho - Teclados (2003–2004)
Freddy Haiat - Teclados (1978)
Marcia Monserrath - Cantora (1979 - 1980)
Helcio Muller - Flauta (1982)
Mike Reuben - Guitarra e voz (1978)
Kuki Stolarsky - Percussao e Bateria (1978 - 1979)
Discografia
Álbuns de estúdio 1983:
A Gota Suspensa (como A Gota Suspensa)
1985:
Olhar 1987:
A Mão de Mao 2002:
Déjà Vu Singles 1984:
"Beat Acelerado" / "Sândalo de Dândi" 1985:
"Cenas Obscenas" / "Johnny Love" 1985:
"Ti Ti Ti" 1985:
"Tudo Pode Mudar" 1985:
"Não Dá pra Parar a Música" (com a Turma do Balão Mágico)
1987:
"Gato Preto" 1987: "Lágrimas Imóveis" 2016: "Dando Voltas no mundo"
2016:
 "A vida é bela lalaiá"
Compilações
Back to New Wave volumes 1, 2 e 3 Pop Rock Nacional
MTV Dance-Mix
Os Grandes Sucessos da Turma do Balão Mágico Promocional CBS 1984
 Rock Estrela (trilha sonora) Amália Revisited Divas do Brasil -
EMI música alternativa - Portugal 2003 The best of Brasil - EMI música alternativa - Portugal 2003 Brasil Lounge - EMI música alternativa - Portugal 2003

Hanoi-Hanoi

Hanoi-Hanoi foi uma banda de Rock N' Roll brasileira surgida em 1985.

Criado por Arnaldo Brandão (ex-A Bolha, Brylho e A Outra Banda da Terra - que acompanhava Caetano Veloso) a partir de uma parceria com o poeta Tavinho Paes, o guitarrista mineiro Affonso Heliodoro dos Santos Jr., o Affonsinho, e o baterista Pena, o "Hanoi-Hanoi" gravou seu primeiro LP em 1986, que inclui o maior sucesso da banda, Totalmente Demais (posteriormente regravado por Caetano Veloso) e "Bla, bla, blá... Eu Te Amo" (mais conhecido pela interpretação de Lobão, com o título "Rádio Blá"). Esse álbum teve apenas 30 mil cópias vendidas.

Em 1988, em seu segundo disco, o grupo lançaria outra música que ficaria famosa com outro intérprete: "O Tempo Não Pára", parceria de Brandão com Cazuza, que popularizou a própria versão.

O terceiro disco, "O Ser e o Nada" (EMI), é de 1990 e tanto o título quanto o conceito do disco são empréstimos feitos ao papa do existencialismo, Jean-Paul Sartre.

O grupo teve seu grande momento ao vivo durante o Rock In Rio II em 1991. No ano seguinte, foi lançado Coração Geiger.

A banda ainda lançaria o CD "Credus" em 1995, contendo gravações feitas durante uma turnê em 1993. No mesmo ano a banda terminou.
 Tavinho Paes e Arnaldo Brandão continuaram a parceria que iniciaram nos anos 80, com mais de 50 canções editadas e gravadas após o fim da banda.

Discografia:
Álbuns de estúdio
Título Detalhes do álbum
Hanoi Hanoi
Lançamento: 1986
Gravadora: RCA Victor
Fanzine
Lançamento: 1988
Gravadora: SBK
O Ser e o Nada
Lançamento: 1990
Gravadora: EMI
Coração Geiger
Lançamento: 1992
Gravadora: EMI
Álbuns ao vivo
Título Detalhes do álbum
Credus
Lançamento: 1995
Gravadora: Spotlight Records

Dr. Silvana & Cia

Dr. Silvana & Cia. é uma banda brasileira de rock, formada em Rio de Janeiro, capital do estado de Rio de Janeiro.
O Dr. Silvana & Cia. foi formado em 1984 por Ricardo Zimetbaum, Cícero Pestana, Jorge Soledade e Edu Lissovsky, no Rio de Janeiro. Suas músicas ficaram conhecidas nacionalmente pelas letras bem-humoradas e de duplo sentido.

Lançou um compacto pela CBS em 1984, Eh! Oh!, e um LP pela mesma gravadora no ano seguinte, intitulado Dr. Silvana & Cia.
 Duas músicas do disco transformaram-se logo em hit: Serão Extra e Taca a Mãe pra Ver se Quica.

Em 1985, o Dr. Silvana & Cia. participou da coletânea Que Delícia de Rock, também lançada pela gravadora CBS.
 Em 1987 é lançado o segundo álbum, Tide. Já no ano de 1989, o grupo lança o seu terceiro álbum: Ataca Outra Vez, agora pela gravadora RGE.

No ano de 1993 é lançado o quarto álbum do grupo, A Vingança, não tendo a mesma repercussão que seus álbuns anteriores.

Em 2005, é lançado o álbum Choco, Choco, Chocolate.

Em 2015 gravaram no Rio de Janeiro um DVD comemorativo de 30 anos de carreira, ainda em fase de produção.

Atualmente, a banda conta com nova formação e se apresenta em todo o Brasil em eventos próprios ou festas dos anos 1980.

Integrantes Atuais
Cícero Pestana (guitarra)
Vagner Beraldo (baixo)
Maurício Mello (bateria)
Integrantes originais
Ricardo Zimetbaum (voz e vocal) - seguiu carreira solo após sair da banda
Cícero Pestana (guitarra e vocal)
Jorge Soledade, "Zulu" (baixo) - faleceu em 27 de maio de 2010, de insuficiência respiratória depois de uma operação de aorta no Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel
Edu (bateria)
Marco Mibach (bateria)
Discografia
Compactos
Eh! Oh! - Epic Records/Discos CBS (1984)
Serão Extra (Ela Foi Dar Mamãe) - Epic Records/Discos CBS (1984/1985)
Álbuns de estúdio
Dr. Silvana & Cia. - Epic Records/Discos CBS (1985)
Tide - Epic Records/Discos CBS (1987)
Ataca Outra Vez - Discos RGE (1989)
A Vingança - Discos RPG (1993)
Choco, Choco, Chocolate - Selesom (2005)
Coletâneas
Que Delícia de Rock - Epic Records/Discos CBS (1985)
Pop Rock - Volume 1 - Epic Records/Discos CBS (LP/cassete: 1990); Columbia Records/Sony Music (CD: 1998)
Pop Rock - Volume 2 - Epic Records/Discos CBS (LP/cassete: 1990); Columbia Records/Sony Music (CD: 1998)
 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Nenhum de Nós

O Nenhum de Nós é uma banda do Rio Grande do Sul voltada atualmente ao estilo pop-rock. Fundada em 1986, conta até hoje com um estilo muito apreciado em todo o pais.
O início
Sady Homrich e Carlos Stein se conheceram nos tempos da primeira série escolar, mais tarde, na quinta série, conhecem Thedy Corrêa. Tudo isso no colégio lasallista Nossa Senhora das Dores, na rua Riachuelo em Porto Alegre. Ali, bem perto do Theatro São Pedro, onde os garotos nem imaginavam, viveriam momentos importantes da futura carreira.
Thedy ganhou um violão aos quatorze anos, foi aluno de violão clássico do professor Afrânio. Carlos, com quinze anos, comprou sua primeira guitarra , juntamente com seu irmão, Thedy e outro amigo em comum formam um grupo folk batizado de Quarteto Jererê.
Na faculdade, Carlão foi um dos fundadores do grupo Engenheiros do Hawaii. Depois de dois shows, saiu para formar uma banda com os amigos Thedy e Sady, sendo que este tinha na faculdade um grupo de samba-de-raiz chamado "Grupo do Fadinho". Após decidirem formar a banda, Sady começou a ter aulas de bateria com o professor Thabba. O "bat-local" do ensaio era a garagem da namorada de Thedy e contava com: uma bateria improvisada, uma caixa emprestada, um violão convertido fazendo a vez de contra-baixo e uma guitarra (sim, a guitarra era de verdade, o que não evitava as pedras jogadas pelos vizinhos). Depois de algum tempo, ensaiavam quase todas as tardes no bar Bangalô, onde Sady trabalhava como músico.
O espetáculo de lançamento do trio com o nome Nenhum de Nós foi no mesmo bar com um público de umas 80 pessoas entre amigos e parentes. Precisavam de um nome para a apresentação. Eles buscavam um nome que provocasse curiosidade e que denotasse algo em comum entre os três: Nenhum de Nós enxerga direito; Nenhum de Nós rodou na escola; Nenhum de Nós foi para o quartel" etc. De tanto se repetir ficou este o nome: NENHUM DE NÓS.

Plebe Rude

Banda formada nos anos 80 por Philippe Seabra, Gutje, André X e Jander Bilaphra. Em Brasília, fizeram parte da turma da Colina, integrada por outras bandas como Paralamas do Sucesso e Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana). O estilo da banda, repleto de críticas sociais e políticas, reflete toda a cultura punk da época, porém com uma preocupação maior nas composições e elaboração dos arranjos e melodias. Por estes fatores, é considerado uma mistura do punk rock, com a influência post punk inglesa e sua invasão oitentista do new wave. A Plebe Rude e a Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Pato de minas em 1981 e apos as apresentações acabaram sendo presos por causas de suas letras a Plebe por uma musica chamada "Voto em branco" e a Legião pela "Música urbana 2" mas todos acabaram soltos após a policia local ser informada por eles mesmos que eram de brasilia, temendo que eles fosem filhos de politicos.

O grupo dissolveu-se em meados dos anos 90, voltando a reunir-se em 2000 para gravar um álbum ao vivo, intitulado Enquanto a Trégua Não Vem. Em 2003, Gutje e Jander Bilaphra deixam a banda. A Plebe Rude volta na forma definitiva com Clemente, que também integra a banda Inocentes, e Txotxa, que já havia integrado a banda Maskavo Roots. Em 2006, com esta nova formação, lançaram o álbum intitulado R ao contrário.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Titãs

Titãs é uma banda pop rock brasileira formada em São Paulo na década de 1980, uma das mais bem-sucedidas comercialmente e influentes no Brasil dos últimos 30 anos, ao lado de Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. Entre suas músicas mais famosas estão Sonífera Ilha, Flores, Polícia, Comida, Marvin e Epitáfio.

No fim dos anos 70, em plena ditadura militar, um colégio em São Paulo se tornou um dos poucos pontos de resistência cultural. No palco do Equipe se apresentavam artistas de peso da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clementina de Jesus e Cartola. Com essa efervescência, foi natural que os jovens com interesses artísticos acabassem se aproximando e criando espaços próprios. O evento “A Idade da Pedra Jovem”, promovido por essa turma em 1981, marcou a estréia de Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto num mesmo palco. Juntos, eles formavam o grupo Titãs do Iê-Iê, uma brincadeira para descontrair uma programação apresentada por gente com mais experiência do que aqueles meninos.

O que era para ser apenas diversão começou a ser encarado mais seriamente no ano seguinte. A estréia oficial dos Titãs do Iê-Iê, devidamente ensaiados e com repertório próprio, aconteceria no dia 15 de outubro de 1982, no Sesc Pompéia. A essa altura, Branco Mello já havia se integrado ao grupo e André Jung, assumido a bateria, instrumento que Nando Reis tocara na “Idade da Pedra Jovem” por pura falta de opção. Com nove músicos no palco, entre eles seis vocalistas, a banda chamava a atenção.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Casa das Máquinas

Casa das Máquinas é uma da banda brasileira de rock, fundada na década de 1970. A banda começou quando José Aroldo Binda (Aroldo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho), dois ex-integrantes da banda Os Incríveis, juntaram-se a Carlos Roberto Piazzoli conhecido como Pisca, Carlos Geraldo Carge, ex-integrante da banda Som Beat, que tocava baixo e guitarra, e Pique, ex-integrante da banda de Roberto Carlos que tocava órgão, piano, saxofone e flauta.
No começo ficaram conhecidos como "os novos Íncríveis", fazendo shows por todo o Brasil.
Seu repertório incluia músicas de Elvis Presley, Paul Anka, Chubby Checker, Neil Sedaka, entre outros.
Nas apresentações vestiam figurinos, se maquiavam e davam grandes performaces teatrais no palco.
Em 1974 entraram em estúdio e gravaram seu primeiro LP, intitulado 'Casa das Máquinas'.
Neste primeiro disco a banda seguiu um padrão mais hard rock, que lembrava muito o estilo dos Incríveis.
Com a saída de Pique, logo depois da gravação desse disco, a vaga se abriu para um virtuoso tecladista da época, Mario Testoni Jr., que trouxe Marinho Thomaz (bateria), irmão de Netinho.
Entraram em estúdio e gravaram 'Lar de Maravilhas', em 1975, onde foi adotado um estilo mais progressivo.
Nessa época Netinho conheceu um grande compositor, ainda menor de idade, chamado Catalau, que havia sido descoberto em 1976 por Pisca e Netinho. A primeira letra que fez foi "Rock que se cria". Compõs com a banda dois discos, Lar de Maravilhas (1975) e Casa de Rock (1976).
No disco seguinte ocorreram algumas modificações na formação: Carlos Geraldo e Aroldo saíram e o grupo passou a procurar por um vocalista e um baixista.
Foi a vez de Simbas assumir os vocais principais; ex-vocalista do Mountry, banda de bailes e shows da época, Simbas trouxe para o grupo sua voz e seu estilo andrógino no palco.
Netinho ofereceu o convite para Simbas logo que chegou de uma viagem a Londres, indicado por Caramês (jornalista da revista POP); Simbas ainda teria tido outra oferta de ser vocalista da banda Tutti Frutti, de Rita Lee, porém optou pela proposta de Netinho e ingressou no Casa das Máquinas.
Entraram em estúdio e gravaram Casa de Rock, sem baixista; Pisca fez as linhas de baixo e só depois foi convidado João Alberto para assumir o posto de baixista.
Nessa mesma época o Casa conseguiu uma apresentação na TV Tupi, que não foi ao ar por causa da censura; Simbas teria vestido roupas chamativas e feito movimentos exóticos, e este teria sido o principal motivo. Mais tarde o vídeo estaria disponibilizado na internet.
Agora seria a vez de Marinho Testoni deixar a banda; seu contrato acabou na época e ele recebeu uma boa proposta para integrar o grupo Pholhas.
Seguindo o caminho a banda continuou sem tecladista fixo; Pisca, que era o gênio instrumental, tocava teclado em algumas musicas que não precisavam de guitarra, como "Vale verde" e "Mania de ser".
Entraram em estúdio e gravaram o videoclipe da música "Casa de Rock" que continha um cenário com máquinas e andaimes, lembrando mesmo o nome da banda, e publicado mais tarde no Fantástico, da TV Globo.
Quase no fim da carreira fizeram um show em Santos em 1978 que foi gravado em uma fita cassete e depois pirateado para CD, uma das últimas apresentações do grupo, que depois ficaria parado até dezembro de 2003.
Casa das Máquinas, enquanto grupo, acabou em 1978, não por um motivo específico, mas por uma conjunção de fatores. Alguns motivos que podem ter causado o fim da banda foram os seguintes:
O mercado fonográfico iniciava o processo de "profissionalização", fechando as portas para aqueles artistas que na época tinham propostas com qualidade, porém que tinham retorno a longo prazo.
A disco music estava crescendo no Brasil, ocupando assim o espaço que antes eram terreno de bandas como o Casa das Máquinas.
A ditadura militar, já em fase de agonia, fazia questão de incomodar ao máximo, e bandas como o 'Casa das Máquinas' eram taxados como maconheiros ou bichas, ou arruaceiros, enfim, marginais.
Daí utilizavam-se de pretextos para impedir a banda de se apresentarem na TV.
Houve o episódio da morte de um cinegrafista da TV Record, depois de uma briga que envolveu alguns membros do grupo. Segundo uma das versões do ocorrido, Simbas, que chegara aos estúdios da Record para se apresentar no programa de Raul Gil em um veículo dirigido por seu irmão, preferiu utilizar-se do portão dos fundos, em vez de entrar pela frente, onde estariam fãs.
Enquanto Simbas descarregava seus equipamentos, um motorista de ônibus que encontrou o caminho da saída bloqueado teria começado uma briga, e ao retornar e tentar apartar foi impedido por um câmera da Record, com quem acabou trocando chutes e socos;
Posteriormente o câmera teria sido internado em um hospital e acabaria falecendo devido a uma perfuração causada por uma fratura de costela.
Simbas teve de responder judicialmente, e, apesar de absolvido por homicídio, foi condenado por agressão.
Quando a banda acabou os integrantes tomaram os seguintes rumos: Simbas e Marinho Thomaz receberam o convite de Luiz Carlini para fazerem parte do Tutti Frutti; João Alberto seguiu Marinho Testoni para participar do Pholhas, Pisca permaneceu trabalhando como compositor e arranjador para outros nomes da música brasileira; Netinho retomou em sua antiga banda, Os Incríveis.
Em dezembro de 2003, Netinho remontou a banda para uma apresentação única em Matão, interior de São Paulo, e a resposta do público foi melhor que a banda esperava.
Nessa formação contaram com Netinho, Marinho Testoni e Marinho Thomaz, e foram chamados Nando Fernandes vocais, Andria Busic (Dr. Sin) no baixo e Sandro Haick na guitarra.
O retorno concretizou-se no final de 2007. A banda prepara um novo álbum para 2008, trinta anos após seu antecessor. Além de canções inéditas dando sequência à carreira, contará com algumas regravações em novos arranjos.
Em janeiro de 2008 foram convidados para tocarem no Festival Psicodália de Carnaval, na Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina, com um público de 3000 pessoas e um repertório totalmente inédito.
A formação que se apresentou no festival do dia 3 de fevereiro de 2008 contou com Netinho seu irmão Marinho Thomaz, Marinho Testoni, Andria Busic e Faíska.
 

Quintal de Clorofila

Quintal de Clorofila foi um duo de folk psicodélico, formado pelos irmãos Dimitri e Negrende Arbo.
Eles fizeram parte do cenário folk gaúcho que se iniciou no final dos anos 1970, com grupos como Os Tápes, Almôndegas, Utopia e Grupo Terra Viva, e se extendeu aos anos 1980, com grupos como Tambo do Bando e Couro, Cordas e Cantos. Quintal de Clorofila é um dos poucos que chegaram a gravar um álbum, lançado pelo selo independente Bobby Som em 1983. Para esse LP, o grupo gravou composições próprias com letras do irmão deles, o poeta Antonio Calos Arbo. Nas palavras do próprio Dimitri Arbo, o som deles misturava jazz, rock, música medieval e ritmos africanos orientais e latinos, no que ele chama “Rock Viking”. Com certeza é uma musica complexa, com uma tremenda profundidade e inspiracão abundante, o que se evidencia ao longo de todas as faixas bastante atmosféricas do álbum.

O Terço

Um dos mais importantes grupos brasileiros do rock anos 70, o Terço nasce com a seguinte formação: Hinds (guitarra), César das Mercês (baixo) e Vinícius Cantuária (bateria). Em 1970, com a substituição de Mercês por Jorge Amiden, o grupo lança seu primeiro LP (rock tipo anos 50, 60 com leves tintas progressivas). O segundo trabalho, também homônimo, traz uma sonoridade mais progressiva e é, talvez o disco mais homogêneo de toda sua carreira.
Dois anos depois, em 1975, seria lançado o LP que consagraria definitivamente a banda, formada então por Hinds, Magrão, Moreno e Flávio Venturini. "Criaturas da Noite" (que recebe, anos depois, uma versão em inglês entitulada "Shining days, summer nights") viraria hit nacional, vendendo centenas de cópias de milhares de cópias e presenteando o público com uma das obras-primas do progressivo brasileiro, a faixa "1974".
O Terço segue estrada, lançando, no ano seguinte, "Casa Encantada" (com participação na flauta e vocal, de Mercês), que também consegue boas vendagens. Esses dois álbuns seriam relançados em CD, na Itália, pela Vinyl Magic. Os trabalhos seguintes da banda, após a saída de Venturini (que funda o 14 Bis, com o qual grava 8 Lps e inicia carreira-solo...), seriam decepcionantes para os amantes do progressivo. "Mudança de tempo", "Som mais puro", "O Terço"...
Os fãs tem que esperar muitos anos até 1993, quando uma nova banda, formada por Hinds, Franklin Paolillo (bateria), Luiz de Boni (teclados) e Andrei Ivanovic (baixo), lança "Time Travellers", CD de progressivo sinfônico que, apesar de não ter nada a ver com os trabalhos consagrados do grupo, pelo menos resgata algo do estilo para os velhos seguidores. O grupo, em 1993, abriria o show do Marillion no Brasil com músicas do novo trabalho. Um ao vivo, pela Movieplay, seria publicado em 1994, apresentando o Terço junto a uma orquestra sinfônica." (ERP)

RPB: Em 1994, A Record Runner lançaria o mesmo disco ao vivo com orquestra com duas faixas extras também ao vivo. Em 1996, pelo selo Velas de Ivan Lins, sairia o disco "Compositores", onde a banda (reduzida a um trio Hinds, De Boni e Fernando Fernandes (baixo)) interpreta composições inéditas de músicos como Ivan Lins, Arnaldo Antunes, Vinícius Cantuária, Flávio Venturini, Lula Barbosa entre outros, mas também com músicas de Hinds e De Boni, entre elas uma bastante controversa: os riffs iniciais da guitarra de "Poeira" são idênticos à música da banda inglesa Arena "Midas Vision", do CD "Songs from the Lion's Cage", de 1995. Creio que nem a própria banda sabe disso.
Em 2000 a banda se apresenta no Rio Art Rock Festival, no Rio de Janeiro com um show curto mas aclamado como um dos melhores do evento.
Em 2001/2002, a banda ensaia uma volta com a formação clássica do disco Criaturas da Noite. Alguns ensaios chegam a se realizar mas a morte repentina de Moreno adia o projeto momentâneamente.

Músicos:
Sérgio Hinds - guitarra, viola e vocal
Sérgio Magrão - baixo e vocal
Luiz Moreno - percussão e vocal
Flávio Venturini - piano, teclados, viola e vocal

Bacamarte

Mario Neto iniciou seu trajeto musical aos seis anos de idade. Estudou com Silas Antonio do Espírito Santo, um grande mestre do violão, até sua partida para os Estados Unidos. O professor nunca mais voltou, a exemplo de tantos músicos brasileiros de real talento.

Em 1974, com quatorze anos, Mario resolveu montar um grupo para tocar composições próprias, uma mistura de música clássica com jazz, rock e música brasileira. Chamou Sergio Villarim, um músico também de formação clássica, para tocar teclados. Um dia, discutindo com Sergio o nome a dar ao grupo, Mario viu, sobre uma prateleira do quarto, um bacamarte artesanal, trazido pelo pai de uma viagem a Juazeiro. Uma arma que não serve mais para nada, que não fere mais ninguém. Eureka! O grupo deixara de ser pagão. Juntaram-se a esta formação inicial o baterista Nelson "Bombeiro" Paiva, o baixista Vinicius "Paçoca" de Oliveira e o cantor Hugo Lacerda. Com esta formação, o Bacamarte se apresentou em muitos festivais colegiais e universitários, obtendo sempre ótima recepção do público.

Em 1977, com nova formação que incluía José Lourenço (teclados), Delto Simas (baixo), Marco Veríssimo (bateria), Marcus Moura (flauta e acordeão) e Mr.Paul (percussão), hoje conhecido como Paulão, o Bacamarte fez muitos concertos, dois deles com o tecladista Jean Mauricio. A cereja no bolo foi uma memorável apresentação no programa Rock Concert (TV GLOBO), dirigido por Ronaldo Curi. Em 1979, Mario Neto produziu a fita que viria a se transformar no LP Depois do Fim. Naquela época, a hora de estúdio de gravação era absurdamente cara. Para reduzir o tempo de gravação, já sabendo que talvez tivesse que vender seu velho Chevette (herói de enchente), Mario promoveu uma maratona de ensaios, antes de ir para o estúdio. A gravação foi quase “ao vivo”: 19 horas de performance – nelas incluídos montagem, afinação de instrumentos, posicionamento de microfones, equalização etc - mais 6 de mixagem. Participaram da gravação: Sergio Villarim (teclados), Delto Simas (baixo), Marco Veríssimo (bateria), Marcus Moura (flauta e acordeão), Paulão (percussão) e a cantora Jane Duboc. Um elefante,“hóspede” de um circo montado ao lado do estúdio fez muito barulho, durante a gravação da música Pássaro de Luz. Até hoje, suas reais intenções permanecem desconhecidas. Logo após o término da gravação, surgiu a disco-music e Mario decidiu guardar a fita e esperar por um momento mais conveniente ao lançamento do disco.

Em 1982, por insistência do amigo Cid, Mario Neto levou a fita à Radio Fluminense FM. Foi recebido por Amaury Santos (produtor da área de música brasileira da rádio) que, imediatamente, colocou a fita num Ampex e ouviu todas as músicas. Terminada a audição, Amaury pediu que Mario a deixasse com ele. No dia seguinte, as músicas começaram a ser executadas na Rádio. A resposta dos ouvintes foi fantástica: pediam para ouvir mais e perguntavam quando sairia o disco. Este era o momento esperado por Mario. Antes do lançamento do disco, foram muitos shows, alguns em datas e/ou circunstâncias insólitas. Em uma apresentação no Circo Voador, em 25 de dezembro de 1982, havia dezenas de pessoas penduradas na estrutura metálica da iluminação (bem em cima do palco) e mais de mil não conseguiram entrar. Felizmente, não houve baixas e o espírito natalino tomou conta de todos. Em outra ocasião, num show na Ilha do Fundão, no encerramento de um encontro nacional de estudantes de Medicina, sob uma lona que parecia de circo (e era...), a partir da passagem do som e até o final da apresentação, foram ouvidos e sentidos em forma de vibração no piso os rugidos de um leão preso num carro-jaula atrás do palco. Medo, muito medo! Porém, o show tinha que continuar... Aparentemente, o rei da selva, exilado no circo, gostou do show, porque não houve baixas na plateia, no palco ou na jaula.

No início de 1983, a fita virou bolacha: foi lançado o LP Depois do Fim! Nesta ocasião, tocavam nos shows Sergio Villarim (teclados), Wiliam Murray (baixo), Mario Leme (bateria), Marcus Moura (flautas e acordeão) e Paulão (percussão), com as participações especialíssimas de Jane Duboc e Miriam Perachi (vocais). Foram vendidas 10.000 cópias, um grande sucesso para uma produção independente. Apesar disto, o trabalho não ganhou espaço na grande imprensa. Pouco tempo depois, a Rádio Fluminense foi vendida e o perfil de sua programação mudou.

O disco Depois do Fim, antes mesmo do advento da Internet, seguiu sua vocação global. Teve ótima aceitação no Japão, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Argentina e Estados Unidos. Foi incluído na lista ALL TIME TOP 100 ROCK ALBUNS, elaborada por críticos da revista holandesa Exposure, ao lado de nomes como Beatles, Santana, Hendrix, Renaissance, Yes, Stones, Simon & Garfunkel etc. Compromissos pessoais impediram Mario Neto de partir para o exterior, em busca da consolidação do mercado externo para seu trabalho, e o afastaram dos palcos e gravações. Ele voltou-se, então, para a composição e o estudo de outros instrumentos.

Em 1995, nos Estados Unidos, leitores da revista Exposé elegeram o Depois do Fim como o LP mais esperado na versão CD. Eles não tiveram que esperar muito. No mesmo ano, por ocasião do lançamento do CD pelo selo Rarity, o Bacamarte fez vários concertos com as participações de Sergio Villarim (teclados), Wiliam Murray (baixo) e Renato Teixeira (bateria).

Em 1996, o Bacamarte se apresentou no Rio Art Rock Festival, no então Metropolitan, com uma substituição nos teclados: a entrada de Robério Molinari. Então, Mario Neto decidiu, finalmente, gravar a suíte Sete Cidades. As músicas do CD, em sua maioria, foram compostas antes do lançamento do Depois do Fim e ficaram guardadas para futura utilização num segundo disco do Bacamarte. Contudo, obstáculos profissionais e pessoais dos músicos, que então se apresentavam com o Bacamarte, levaram Mario Neto a gravar o Sete Cidades como um disco solo. Foram muitas madrugadas, nos anos de 1997 e 1998, nas quais Mario tocou violões, guitarras, piano, teclados, baixos (acústico e fretless), bateria e percussão, além de cantar. O tecladista Robério Molinari participou da gravação de 5 faixas.

O CD Sete Cidades foi lançado em 1999. Em 2000, foi realizado um único concerto de lançamento do novo CD, na Lona Cultural João Bosco, no Rio de Janeiro, com a participação de Robério Molinari (teclados), Vitor Trope (baixo) e Alex Curi (bateria). Apesar da tempestade que caiu naquela noite, foi gente e não água que saiu pelo ladrão.

Em 2009, Emílio Magnano, então Gerente Comercial da Som Livre, teve a ideia de relançar o Depois do Fim, em comemoração aos 30 anos de sua gravação. Estas são suas palavras, na primorosa reedição, remasterizada a partir da fita original: “É com muito orgulho que a Som Livre resgata essa pérola perdida de nossa música. Mario Neto e seu “Bacamarte” de sons representou muito bem nosso país em todas as listas espalhadas pelo globo sobre os melhores trabalhos do gênero, dividindo estas com gigantes como Pink Floyd, Genesis, Renaissance, entre outros. Após anos indisponível “Depois do Fim” volta, para ser relembrado por uns, descoberto por outros e apreciado por todos.” No mesmo ano, a Som Livre licenciou o lançamento da versão japonesa do Depois do Fim, com os textos do encarte vertidos para o Japonês. A partir de então, National Kid pôde entender as letras das músicas...

2012 assistiu ao retorno do Bacamarte aos palcos. Foram dois concertos no Rio de Janeiro: um no Teatro Rival e outro no Circo Voador. O segundo comemorou os 30 anos da lendária casa, onde, na década de 80, o Bacamarte bateu repetidas vezes o recorde de público. Em ambos os shows, foram executados, na íntegra, os discos Depois do Fim e Sete Cidades.
Participaram dessas apresentações: Nilo Rafael (teclados), William Murray (baixo), Marcus Moura (flautas e acordeão), Paulão (percussão), Alex Curi (bateria), Robério Molinari (teclados), Vitor Trope (baixo) e Jane Duboc (vocal). Além de um reencontro musical há muito esperado e cobrado, os shows tiveram alta voltagem afetiva, com fãs chorando e, em pé, na madrugada, aguardando, para expressar sua alegria aos músicos e apresentá-los a filhos e netos.

Todos sabem que os shows do Bacamarte não são eventos corriqueiros. Não por acaso, três gerações de admiradores se encontram nessas raras oportunidades. Para além de uma experiência musical, são momentos de alta troca emocional entre os músicos e a plateia, bem como entre os próprios espectadores. Os registros disponíveis no You Tube dão uma pálida ideia da eletricidade que a execução das músicas do Bacamarte gera.

Ratos de Porão

Ratos de Porão é uma banda de hardcore e crossover thrash brasileira formada em 1981, durante a explosão do movimento Punk em São Paulo. Com mais de vinte anos de carreira, são referência nacional no gênero e reconhecidos também internacionalmente, principalmente na Europa.

História
No início da década de 1980, influenciado pelo movimento punk que começava a tomar forma em São Paulo, João Carlos Molina Esteves (o Jão, vocalista e guitarrista) formou o Ratos de Porão com seu primo Roberto Massetti (o Betinho, baterista) e o amigo Jarbas Alves (o Jabá, baixista). Em 1983, já com Mingau na guitarra, gravaram seu primeiro registro musical na coletânea SUB e participam do festival O Começo do Fim do Mundo, que reuniu vinte bandas no Sesc Pompéia, em São Paulo, se tornando um marco do movimento. João Gordo entrou em 1983, para mais uma mudança na formação, e a banda lança Crucificados Pelo Sistema.

Deixando de lado o punk puro e passando por estilos como o hardcore e o thrash metal, ganharam notoriedade também no exterior (sempre no underground punk/metal e principamente por terem assinado com a Roadrunner Records européia, graças a uma ajudinha de Igor Cavalera, então baterista do Sepultura), chegando a lançar alguns discos com versões em português e inglês. Por deixar de lado o punk puro e se tornar apresentador de programa de TV, João gordo passou a ser chamado de traidor por algumas pessoas.

Em 1995, lançaram Feijoada Acidente?, um tributo a bandas punk nacionais e internacionais. O título é uma paródia a The Spaghetti Incident?, disco do Guns N' Roses que também é um tributo.

Para comemorar seus vinte anos de estrada, regravam o primeiro disco e então lançam Sistemados Pelo Crucifa, que vem com uma revista contando a trajetória da banda.

Depois de oito meses parados, os Ratos de Porão tocaram no festival paulista Maquinaria Rock Fest em 17 de maio de 2008. João Gordo com todo o seu jeito extrovertido agitou o público com clássicos como "Igreja Universal" e "Beber Até Morrer".

Joelho de Porco

O Joelho de Porco é um dos grandes nomes do rock-humor brasileiro.

"Amadrinhado" pela cantora Aracy de Almeida e precursor do movimento punk no Brasil, o grupo paulistano surgiu em maio de 1972, quando tocaram no TUCA, em São Paulo, e era formado por: - Tico Terpins (violão,voz, guitarra base - ex-Os Baobás); - Gerson Tatini (baixista que tocou guitarra por alguns meses, em 1972); - Walter Baillot (guitarra solo - ex-Provos - substituto de Gerson Tatini, convidado pelo baixista Rodolfo Ayres Braga); - Próspero Albanese (bateria e vocais); - Conrado Assis Ruiz (guitarra, piano e vocais - ex-Mona); e, - Rodolfo Ayres Braga (baixo e vocais - ex-Terreno Baldio, ex-The Jet Black's).

Com esta formação - em 1972 - gravaram o compacto simples "Se Você Vai de Xaxado, Eu Vou de Rock And Roll/Fly America", produzido pelo ex-Mutantes Arnaldo Baptista. Dois anos depois, o Joelho lançou seu primeiro LP, "São Paulo 1554/Hoje"; um dos mais elogiados discos do pop da época, misturando rock pesado e referências tropicalistas em faixas como "Boeing 723897" e "Mardito Fiapo de Manga".

Em 1976, entrou o vocalista (e, em seguida, ator) Ricardo Petraglia, que participou de alguns shows. Logo após, entra o cantor argentino Billy Bond, com quem a banda partiria para uma linha mais agressiva, próxima do punk rock que explodia naquela mesma época na Inglaterra.

Nesta fase, começa o desmanche da formação original da banda, com a saída dos músicos Conrado Assis Ruiz, Rodolfo Ayres Braga e Walter Baillot.

Em 1977, o Joelho gravou LP homônimo e, pouco tempo depois, encerrou suas atividades. Tico Terpins partiu para o mercado dos jingles publicitários, montando o estúdio Audio Patrulha.

Em 1983, Terpins - juntamente com Próspero Albanese e o cantor e compositor Zé Rodrix (ex-Sá, Rodrix e Guarabyra) - remontaram o Joelho, que voltou com o LP duplo "Saqueando a Cidade", cujos sucessos são: "Vigilante Rodoviário", "Vai Fundo" e "Funicoli, Funicolá" (versão roqueira da tradicional canção italiana).

Com o vocalista e fotógrafo David Drew Zingg, a banda ganhou o prêmio de melhor letra do Festival dos Festivais da TV Globo, em (1985), por "A Última Voz do Brasil". Em 1988, o Joelho de Porco lançou o LP "18 Anos Sem Sucesso", com repertório do pop americano pré-rock.

Em 1998, Tico Terpins morreu de enfarte.

Golpe de Estado

Golpe de Estado é uma banda de rock e hard rock, brasileira formada em 1985.
No final de 1985, na capital paulista, Nélson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) tocavam no Fickle-Pickle, onde posteriormente entrou – e saiu rapidamente – o vocalista Catalau.
Este projeto não durou muito, e o trio somente se reuniu novamente quando encontraram o guitarrista Hélcio Aguirra, integrante do Harppia.
Com o entrosamento entre seus músicos, Hélcio passa a se dedicar somente ao Golpe de Estado, cujas canções eram predominantemente hard rock, mas com muita influência de algo de heavy metal, além de serem cantadas em português. Em menos de um ano já tocavam pelos teatros e bares de sua cidade, e toda a recepção do público rapidamente culminou num primeiro registro, feito por Luiz Calanca, do Baratos Afins.
Simplesmente batizado de Golpe de Estado, o disco chegou ao mercado em 1986 com certa diferença em sua concepção, pois era um vinil com um dos lados em rotação 33 rpm e o outro em 45.
Com a confusão na hora de tocar o vinil, muitos ouvintes das rádios paulistanas acabaram ouvindo “Olhos de guerra” na rotação errada.
O álbum vende rapidamente cinco mil cópias, um número considerável em se tratando de um lançamento independente. Sem conseguir assinar com uma grande gravadora, partem para o segundo disco, novamente pelo Baratos Afins. Forçando a Barra sai em 1988 e até contou com a participação da dupla Arnaldo Antunes e Branco Mello (Titãs) em Onde há fumaça, há fogo. Naturalmente bem mais coeso que o trabalho anterior, as canções estavam soando ainda mais rock n´roll e até mesmo mais dançante, e faixas como Moon dog, Parte do inferno, Noite de balada e Cobra criada foram muito bem aceitas pelos fãs.
Nem Polícia Nem Bandido chega em 1989 pela gravadora Eldorado, e com este disco abriram para o Jethro Tull e Nazareth. Com os estabelecimentos onde tocavam sempre cheios, o Golpe de Estado já estava consolidado na cena paulistana, inclusive tocando com certa frequência na rádio FM 97 Rock.
O próximo álbum, sugestivamente chamado Quarto Golpe, sai em 1991. Os arranjos trazem mais influência de rock n´roll que anteriormente,[carece de fontes] e, com este álbum, abrem para o Deep Purple, para a felicidade total de Zinner, que alegou ter nesta banda sua maior influência.
Em 1994 lançam Zumbi, o primeiro álbum a ser lançado no formato CD, onde optaram por um caminho diferente do que haviam seguido até então; a faixa-título, por exemplo, teve sua letra escrita por Rita Lee, além de cantarem sua primeira canção em inglês, "Slow Down", juntamente com covers de "My Generation", do The Who e "Hino de Duran", de Chico Buarque.
Com Zumbi também começam alguns problemas para o Golpe de Estado; a gravadora Eldorado se perdeu no planejamento, liberando apenas 2000 CDs iniciais, que se esgotaram rapidamente, além dos boatos de que Zinner estaria deixando o Golpe, surgidos após o baterista também passar a tocar na banda de Rita Lee.
No próximo álbum, o primeiro ao vivo (chamado Dez Anos ao Vivo), que saiu pela Paradoxx Music em 1996, o Golpe de Estado teve sua primeira mudança na formação, com a saída de Catalau.
Problemas pessoais fizeram com que ele deixasse de cumprir seus compromissos profissionais, chegando a perder um show e a não comparecer no estúdio para gravar duas canções que também entrariam para neste disco.
 Quem assumiu o vocal foi Rogério Fernandes (Fickle Pickle e Eletric Funeral) nas canções Todo mundo tem um lado bicho e Cada um bate de um jeito.
Durante o ano de 1999, com o retorno de Catalau à banda, fazem diversas apresentações em grandes festivais.
 No ano seguinte quem assume de vez o microfone é Kiko Muller, que traz sua voz no álbum Pra Poder, de 2004, com produção musical assinada pela própria banda.
Em 2008 a música Real Valor foi utilizada em um projeto social. A banda Porto Cinco2 idealizou um projeto social que levava o nome da música do Golpe de Estado, o Projeto Real Valor. A banda regravou a música Real Valor e disponibilizou para baixar na web à um valor em dinheiro, a exemplo de muitas bandas como U2 e Green Day.
O projeto se estendeu por 6 meses, e teve por objetivo arrecadar fundos para a CUFA (Central Única das Favelas). O projeto ainda foi apoiado por Catalau, ex-vocalista da banda e compositor da música.
Em março de 2010 entram na banda Dino Linardi e Roby Pontes, respectivamente nos lugares de Kiko Muller e Paulo Zinner. No mesmo ano a banda retoma o ritmo de shows e compõe o que viria a ser o novo disco inédito, "Direto do Fronte". Em 2011, revigorada e em plena atividade a banda entra no famoso estúdio Mosh e grava o disco "Direto do Fronte" que conta conta com a participação de Dinho Ouro Preto.
Em 2012 a banda retorna com força total com o lançamento do disco "Direto do Fronte" pela gravadora Substancial Music e inicia a turnê de divulgação desde disco. Nos shows, além das inéditas, do recém-lançado álbum, “Direto do Fronte” (muito bem faladas pela crítica e fãs), embala novamente canções que fizeram a cabeça de muitos da geração dos 80.
No fim de 2012, a gravadora Substancial Music relança os álbuns "Nem Polícia, Nem Bandido", "Quarto Golpe", "Zumbi" em versões remasterizadas e com novo encarte.
Em 2014 Hélcio Aguirra, um dos integrantes fundadores da banda Golpe de Estado morreu aos 54 anos. O guitarrista foi encontrado pela irmã em seu apartamento em São Paulo e faleceu enquanto dormia.
Com quase três décadas de carreira, o Golpe de Estado marcou época no rock nacional, principalmente no cenário underground, entre os anos 1980 e 1990.
A banda viajava o Brasil com shows de divulgação do álbum Direto do Fronte (2012), seu oitavo e último trabalho da carreira.
A banda encerrou suas atividades em 10 de Junho de 2015, através de um comunicado feito pelo baixista Nélson Brito. O último show foi feito em 15 de Janeiro.
Em janeiro do 2016 a banda retoma as atividades com nova formação:
Integrantes
Formação atual:
João Luiz: - voz
Nelson Brito: baixo
Roby Pontes: bateria
Marcello Schevano: guitarra
Ex-integrantes:
Helcio Aguirra
Catalau
Kiko Müller
Paulo Zinner
Dino Linardi
Tadeu Dias
Rogério Fernandes
Discografia:
1986: Golpe de Estado (Baratos Afins)
1988: Forçando a Barra (Baratos Afins)
1989: Nem Polícia Nem Bandido (Eldorado)
1991: Quarto Golpe (Eldorado)
1994: Zumbi (Eldorado)
1996: Dez Anos ao Vivo (Paradoxx Music)
2004: Pra Poder (Unimar Music)
2012: Direto do Fronte (Substancial Music)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Rita Lee

Rita Lee Jones de Carvalho, mais conhecida como Rita Lee (São Paulo, 31 de dezembro de 1947), é uma cantora, compositora, multi-instrumentista, atriz, escritora e ativista brasileira. Conhecida como a "Rainha do Rock Brasileiro",  Rita alcançou a impressionante marca de 55 milhões de discos vendidos. Rita Lee construiu uma carreira que começou com o rock mas que ao longo dos anos flertou com diversos gêneros, como a psicodelia durante a era do tropicalismo, o pop rock, disco, new age, a MPB, Bossa nova e eletrônica, criando um hibridismo pioneiro entre gêneros internacionais e nacionais.
Rita Lee é uma das mulheres mais influentes do Brasil, sendo referência para aqueles que vieram a usar guitarra a partir de meados dos anos 70, sobretudo as mulheres.
 Ex-integrante do grupo Os Mutantes (1968-1972) e do Tutti Frutti (1973-1978) .
Lee participou de importantes revoluções no mundo da música e da sociedade. Suas canções, em geral regadas com uma ironia ácida ou com uma reivindicação da independência feminina, tornaram-se onipresentes nas paradas de sucesso, sendo "Ovelha Negra", "Mania de Você", "Lança Perfume", "Agora Só Falta Você", "Baila Comigo", "Banho de Espuma", "Desculpe o Auê", "Erva Venenosa", "Amor e Sexo", "Reza", "Menino bonito" e "Doce vampiro", entre outras, as mais populares.
O álbum, Fruto Proibido (1975), lançado juntamente com a banda Tutti Frutti, é comumente visto como um marco fundamental na história do rock brasileiro, considerado por alguns como sua obra-prima.
Em 1976, Lee começou um relacionamento com o guitarrista Roberto de Carvalho e desde então ele tem sido o parceiro da maioria de suas canções e a acompanhou em todas suas apresentações ao vivo. Ambos tiveram o filho Beto Lee, também guitarrista, que acompanha os pais nos shows. Rita Lee também é vegetariana e defensora dos direitos dos animais.
Com uma carreira que alcançou os 50 anos, Rita Lee passou da inovação e do gueto musical do final dos anos 60 e anos 70 para as baladas românticas de muito sucesso nos anos 80 e uma revolução musical. e já se apresentou com inúmeros artistas que variam de Elis Regina, João Gilberto à banda Titãs.
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira, onde Rita Lee ocupa o 15° lugar.
Nascida como Rita Lee Jones, no dia 31 de dezembro de 1947, na capital paulista, Rita é a filha mais nova do dentista Charles Fenley Jones, imigrante americano, e de Romilda Padula Jones, filha de italianos. Seus pais tinham outras duas filhas: Mary Lee Jones e Virgínia Lee Jones.
Rita nasceu e cresceu no bairro da Vila Mariana, onde viveu por muitos anos, até o nascimento de seu filho. O bairro é especial a Rita, já que lá ela tem uma grande parte de todas as melhores lembranças de sua vida.
Ela foi educada no colégio francês paulistano Liceu Pasteur, e hoje fala fluentemente português, inglês, francês, castelhano e italiano. Também chegou a cursar Comunicação Social na Universidade de São Paulo em 1967, na mesma turma da atriz Regina Duarte, mas deixou a universidade durante o primeiro período.
Durante a infância, teve aulas de piano com a musicista clássica Magdalena Tagliaferro. Não pensava ser cantora de rock, mas ser atriz de cinema, veterinária ou a profissão que seu pai queria, odontologia.
 Suas primeiras influências musicais foram Elvis Presley, Neil Sedaka, Paul Anka, Peter, Paul and Mary, Beatles, Rolling Stones, mas também escutava música brasileira como Cauby Peixoto, Ângela Maria, Tito Madi e João Gilberto, Emilinha Borba, Cármen Miranda, Dalva de Oliveira e Maysa por influência dos pais.
Na adolescência passa a se interessar por música e começa a se apresentar em escolas da região como componente do "Tulio's trio".
 Em 1963, forma-se um conjunto com mais duas garotas, as Teenage Singers (Cantoras Adolescentes), que participam de shows e de festas colegiais. No ano seguinte elas conhecem um trio masculino, Wooden Faces.
Os dois grupos se juntam, formando o Six Sided Rockers, banda que depois se chamará O'Seis, que chega a gravar um disco compacto com duas músicas.
Com a saída de três componentes, sobram Rita, Arnaldo e Sérgio que passam a se chamar "Os Bruxos". Por sugestão de Ronnie Von, o grupo passou a chamar-se "Os Mutantes".
Por um período de seis anos, Rita Lee foi, com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, integrante da banda Os Mutantes, considerada por muitos especialistas em música, a maior banda da história da música no Brasil, sendo consagrada e admirada por muitos fora do pais como o ex Beatle Ringo Starr. cantando, tocando flauta e percussão, além de performances bissextas no sintetizador, no banjo e manipulando bizarrices como um gravador portátil (como na música "Caminhante Noturno") e uma bomba de dedetização (em "Le Premier Bonheur du Jour") e sendo letrista. Em 1967, a banda acompanhou Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira da (TV Record) na apresentação da canção antológica "Domingo no parque".
 Foram gravados seis álbuns (tendo o primeiro, de 1968, como uns dos álbuns mais importantes da história da música brasileira), que deram origem a hits como "A Minha Menina", "Dom Quixote", "Balada do Louco", "Dois Mil e Um" (primeira música a misturar o som sertanejo com rock'n roll) e o mais relevante:
 "Ando Meio Desligado". A mesma foi uma das músicas mais tocadas e vendidas do ano de 1970. Entre 1968 e 1972, Rita Lee foi casada com o companheiro de banda Arnaldo (o divórcio seria assinado somente em 1977).
Acompanhada dos componentes dos Mutantes, Lee gravou dois discos solo. O primeiro foi Build Up (1970), com algumas composições em parceria com Arnaldo Baptista, que originalmente era o repertório de um show que foi feito exclusivamente para uma edição da Fenit (feira de moda de São Paulo).
Deste disco saiu seu primeiro single solo, José (uma versão de Nara Leão para o hino francês "Joseph"). O segundo disco Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972), foi lançado com o seu nome pois Os Mutantes já tinham lançado disco naquele ano e a gravadora não permitiu que gravassem outro. Com isso, Os Mutantes gravaram e só a Rita assinou.
Em decorrência do fim de seu casamento com Arnaldo e incompatibilidades artísticas com os rumos que a banda estava tomando, Rita foi expulsa dos Mutantes pelo próprio Arnaldo. Dentre distintas histórias e controvérsias, ela alega que seus companheiros achavam que ela não tinha o virtuosismo necessário para tocar o rock progressivo, novo interesse da banda.
A informação de Rita acabou se tornando uma grande discussão. Alguns diziam que ela teria saído do grupo. Entretanto, em 2007, Arnaldo admitiu em entrevista: "Mandei a Rita embora dos Mutantes".
Formou com a amiga Lúcia Turnbull uma dupla no estilo folk rock,
As Cilibrinas do Éden, cuja única gravação, ao vivo, no festival Phono 73, foi lançada recentemente, mais de 35 anos depois.
Rita e Lúcia desistem da dupla e formam a banda Tutti Frutti com Luis Sérgio Carlini e Lee Marcucci, entre outros.
Rita, além de cantar, tocou piano, sintetizador, gaita e violão. Um contrato com a gravadora Philips é assinado, mas esta exige que o grupo assine como "Rita Lee & Tutti-Frutti". O que seria o primeiro disco do grupo não é lançado pela gravadora por problemas com a censura e com os executivos, que o consideraram "alternativo demais".
 Eles voltam ao estúdio e Atrás do Porto Tem uma Cidade é gravado e lançado.
Juntamente com o disco, é lançado o single Menino Bonito, que se torna a primeira música da banda a entrar na parada nacional, fazendo um amplo sucesso. Mamãe Natureza (primeira música composta por Rita após sua saída dos Mutantes) e Ando Jururu emplacaram paradas regionais.
Com o disco Fruto Proibido, lançado em 1975 pela Som Livre, Rita Lee alcança consagração mundial. O primeiro single, "Agora Só Falta Você" chega a segunda posição na parada nacional e instantaneamente se torna um grande sucesso.
"Esse Tal de Roque Enrow", "Luz del Fuego" e "Dançar Pra Não Dançar" também foram bem-recebidas pelas rádios, chegando a posições relevantes.
Surpreendentemente, o último single, "Ovelha Negra", torna-se um sucesso inesperado quando emplaca a primeira posição da parada nacional no mesmo ano.
Segundo a revista Rolling Stone, a música foi a primeira a citar o evento dos "filhos saírem da casa dos pais" e por isso teve tal repercussão estrondosa.
Fruto Proibido, considerado uma obra prima do rock nacional, torna-se uma espécie de manual para fazer-se rock em português e chega a vender mais de 700 mil cópias, sendo certificado como platina duplo.
O terceiro disco, Entradas e Bandeiras, é lançado em 1976.
O single "Coisas da Vida" atinge a décima posição na parada radiofônica nacional e se torna uma das mais tocadas do ano.
Outros singles foram "Corista de Rock" e "Com a Boca No Mundo". O disco também contava com a faixa "Bruxa Amarela" que foi composta por Raul Seixas e Paulo Coelho.
Devido a uma crise de estresse, Lee fica afastada do processo de mixagem deste disco, fato que ocasiona em um som mais pesado com a nítida predominância da guitarra de Carlini.
Apesar de não fazer tanto sucesso quanto o seu antecessor, "Entradas e Bandeiras" também é certificado como platina duplo.
No mesmo ano conhece o músico carioca Roberto de Carvalho e inicia uma parceria musical/amorosa de sucesso, que segue até os dias atuais.
Em agosto do mesmo ano, durante sua primeira gravidez e morando com Roberto, foi presa por porte e uso de maconha. Na verdade, tal episódio, considerado um dos mais truculentos da ditadura militar, foi um ato do regime com a finalidade de “servir de exemplo à juventude da época”, já que a cantora alegou que tinha deixado de usar drogas por causa da gravidez e que o que foi encontrado na época seriam restos usados por amigos e frequentadores da casa.
 Mesmo assim, Lee foi condenada e ficou um ano em prisão domiciliar, precisando de permissões especiais do juiz para sair de casa e fazer shows. Abalada e sem dinheiro, compôs com Paulo Coelho a polêmica “Arrombou a Festa”, música que criticava o cenário da MPB da época.
O single bateu recordes de venda, com 200 mil cópias vendidas.
Com o namorado definitivamente incorporado à banda, Rita fica livre da prisão domiciliar e, mesmo grávida, sai em turnê com Gilberto Gil. O show, denominado Refestança, foi registrado em disco, mas, segundo a própria cantora, resgatou apenas 30% da atmosfera do show.
Rita dá à luz seu primeiro filho, Beto Lee em 1977, seguido por João em 1979, e Antônio em 1981, todos tendo Roberto de Carvalho como pai.
Em 1978, a banda lança o disco Babilônia, que produziu os singles bem-sucedidos "Jardins da Babilônia", "Agora é Moda" e "Eu & Meu Gato". Outro destaque do disco foi a futurista "Miss Brasil 2000".
Esse disco fez enorme sucesso sendo um dos mais famosos da Rita. Babilônia tem sido considerado por muitos como o último disco puramente de rock de Rita.
Depois do lançamento do disco, a banda se desfez.
Carlini, insatisfeito com sua posição secundária após a entrada de Roberto de Carvalho, resolve deixar o grupo e leva consigo o nome "Tutti Frutti", o qual havia sido registrado por ele.
Assim, Rita reformulou a banda e colocou na estrada o show "Rita Lee & Cães e Gatos", nome dado devido às brigas internas durante os ensaios.
Esse show deu origem a um dos primeiros álbuns piratas do Brasil, hoje, artigo de colecionador.
A partir de 1979, Rita e Roberto de Carvalho começam a fazer discos e shows juntos - no formato dupla dinâmica - e inauguram uma fase superpop, de enorme empatia popular.
Desenvolvem um estilo único, que se manifesta em vários álbuns desde então, os quais extrapolam as fronteiras de nosso país. Acontecem então grandiosos espetáculos, diversos especiais para a Rede Globo num sucesso maciço de vendas e execução em rádios.
O primeiro trabalho em disco da dupla Lee/Carvalho foi o álbum Rita Lee, mais conhecido por Mania de Você, de 1979, álbum que obteve enorme sucesso com canções, incluindo o hit que deu nome ao álbum, como "Doce Vampiro", "Chega Mais", "Papai Me Empresta o Carro" e "Corre-Corre" entre outras tantas. Rita se transforma na cantora de maior sucesso do Brasil.
A grande dúvida da mídia na época era se essa febre iria durar até o próximo verão. A resposta veio com o disco seguinte, o histórico Rita Lee de 1980, mais conhecido pelo seu hit Lança Perfume. Do repertório fazem parte canções como (além da própria Lança Perfume), "Baila Comigo", "Nem Luxo Nem Lixo", "Orra Meu", "Shangrilá" e "Bem-me-quer".
Lança Perfume estaciona por 2 meses em 1º lugar nas paradas de sucesso da França, chega em sétimo lugar da parada da Billboard e é lançado com grande êxito em vários países da Europa e América Latina.
Até o Príncipe Charles da Inglaterra passa-se por excêntrico ao dizer que sua cantora favorita seria Rita Lee.
Em 1981 gravam o álbum Saúde, e o sucesso continua em músicas como a titular "Saúde", "Atlântida", "Banho de Espuma", e "Mutante".
Seguem-se através dos anos hits como Flagra, Cor de Rosa Choque ,Só de Você, On the Rocks, Desculpe o Auê, Vírus do Amor, Bwana, Pega Rapaz, Zona Zen, Dias Melhores Virão, Yê Yê Yê, La Miranda, Perto do Fogo, Livre Outra Vez, Caso Sério, Barata Tonta, etc.
Desde a década de 1960, quando surgiram os Festivais de Música Popular Brasileira até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos musicais, apresentando novos e conhecidos talentos, eles registravam índices recordes de audiência. Rita Lee participou do especial Mulher 80 (Rede Globo, 1979), um desses momentos marcantes da televisão.
O programa, dirigido por Daniel Filho, exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional.
Os discos lançados a seguir tornam-se sucesso de público e crítica:
Rita Lee (1980) com Lança Perfume, Baila Comigo, Caso Sério, Orra Meu e Nem luxo nem lixo.
Saúde (1981) teve os sucessos com a música faixa título além de Banho de Espuma, Mutante, Atlântida e Tatibitati.
Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982), com Flagra, Só de Você, Vote em Mim, Barata Tonta e Cor de Rosa Choque.
Bombom (1984) foi mal recebido pela crítica, mas teve os hits Desculpe o Auê e On the Rocks e ainda como temas de novelas Raio X e Bobos da Corte.
Rita e Roberto (1985) foi aclamado pela crítica, mas não fez tanto sucesso quanto os anteriores junto ao público. Deste disco os hits são Vírus do Amor, Yê yê yê e Noviças do Vício. Neste mesmo ano Rita Lee se apresenta na 1ª Edição do Rock in Rio, apresentação que marca sua volta aos palcos após dois anos.
Ainda em 1985 Rita participa como uma das juradas do Festival dos Festivais, na qual foi júri ao lado de personalidades como Marcelo Tas e Malu Mader.
Flerte Fatal em (1987) com os sucessos Bwana, Xuxuzinho, Brasix Muamba e Pega Rapaz.
O álbum precedeu a vitoriosa Tour 87/88 onde Rita se despediu de shows em grandes ginásios, percorreu todo o pais finalizando com shows na Europa e Estados Unidos em 1988.
Zona Zen em (1988)com os hits Livre Outra Vez, Independência e Vida, Zona Zen e Nunca Fui Santa.
No fim da década de 1970 e durante todos os anos 80, influenciados pela Disco Music,
 Rita e Roberto emplacam sucesso após sucesso nas paradas. Rita ainda passa por intervenções cirúrgicas na época: uma devido a calos nas cordas vocais e outra na face, devido a um acidente de carro.
Em 1990, Rita Lee lança o álbum Rita Lee e Roberto de Carvalho, que teve entre suas faixas a música "Perto do Fogo", uma composição de Rita Lee e Cazuza e também os hits 'La Miranda' uma Ode à Carmem Miranda, que foi tema de abertura da Novela 'Lua Cheia de Amor' e Esfinge. Após o lançamento do álbum, Rita Lee e Roberto de Carvalho se separam e ambos seguem em carreira solo.
Carreira solo e retorno de Roberto de Carvalho (1991-1999)
Em 1991, Rita separa-se temporariamente de Roberto de Carvalho, profissionalmente, e inicia a bem-sucedida turnê voz-e-violão Bossa 'n' Roll. No mesmo ano, estreou o TVleezão, seu programa na MTV Brasil.
 Em seguida lança o disco Rita Lee em 1993, dedicado a um rock'n'roll mais purista.
O casal só viria a dividir o palco novamente em 1995, durante a turnê do álbum A Marca da Zorra, foi com essa turnê que Rita Lee abriu o primeiro show dos Rolling Stones no Brasil. Pouco antes de Rita abrir esse show ela deu entrada no hospital por ter misturado calmantes e álcool.
No ano seguinte, sob o efeito de barbitúricos, sofreu uma queda da varanda no segundo andar de seu sítio, esfacelando seu côndilo maxilar e tendo que passar por uma cirurgia para colocação de pinos de titânio. Os médicos teriam dito que, após o acidente, ela jamais voltaria a cantar. Contudo, depois da cirurgia bem-sucedida e diante da possibilidade de retomar sua carreira, Rita teria se comprometido a largar as drogas e as bebida alcoólicas, o que, segundo uma declaração da cantora ao programa Fantástico (Rede Globo), só fez totalmente em janeiro de 2006, depois de procurar ajuda em uma clínica de reabilitação, a qual ela chama de "hospício", conseguindo frequentar palestras e fazer tratamento, obtendo êxito. Ainda em 1995 a música "Vítima" fez sucesso e foi tema de abertura da novela A Próxima Vítima.
Em dezembro de 1996, Rita, após vinte anos de união conjugal, realizou seu casamento civil com Roberto de Carvalho, passando a assinar Rita Lee Jones de Carvalho.
Em 1997, Rita lança o álbum Santa Rita de Sampa, o álbum teve como grande hit a música "Obrigado Não", a música "Dona Doida" foi tema de abertura da novela Zazá, o álbum possui ainda uma música chamada "Homem Vinho" a qual é uma homenagem de Rita para Caetano Veloso. esse disco foi aclamado pela critica e pelo público, sendo um sucesso de vendas.
Em 1998, lança seu Acústico MTV que foi um grande sucesso de vendagens e crítica. O CD conta com a participação de Cássia Eller na música "Luz del Fuego", a cantora Paula Toller na canção "Desculpe o Auê", a banda Titãs em' Papai Me Empresta o Carro" e Milton Nascimento em "Mania de Você".

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Moto Perpétuo

Moto Perpétuo foi uma banda brasileira de rock progressivo dos anos 1970. Participaram da banda o cantor e compositor Guilherme Arantes (piano e vocais), Egydio Conde (guitarra solo e vocais), Diogenes Burani (percussão e vocais), Gerson Tatini (contra-baixo e vocais) e Cláudio Lucci (violões, violoncelo, guitarra e vocais).

A banda foi formada em 1973, quando Guilherme Arantes e Cláudio Lucci se conheceram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Logo convidaram Diógenes Burani, velho amigo de Arantes, e em seguida Gerson Tatini e Egydio Conde. A banda contou com o apoio do empresário Moracy do Val, que havia acabado de lançar o grupo Secos e Molhados, sucesso absoluto na época.

O Moto Perpétuo lançou, em 1974, um álbum homônimo pela gravadora Continental, notadamente influenciado pelo Clube da Esquina e por famosas bandas de rock progressivo como o Genesis e Yes - influências estas que, entre outras, se fariam sentir na primeira fase da carreira solo de Guilherme Arantes. Este álbum foi remasterizado e já pode ser encontrado em CD, graças ao trabalho de Charles Gavin, dos Titãs.

Em 1975, Guilherme Arantes segue para sua bem sucedida carreira solo, estourando nacionalmente em 1976 com o sucesso de "Meu Mundo e Nada Mais", trilha sonora da novela Anjo Mau da Rede Globo. O guitarrista Egydio Conde, por sua vez, foi integrar a banda "Som Nosso de Cada Dia".

No entanto, as atividades do grupo não se encerrariam em 1975, já que, em 1981, três dos membros do Moto Perpétuo - Cláudio Lucci, Gerson Tatini e Diógenes Burani - voltariam a se reunir, desta vez para gravar o álbum São Quixote. A banda foi completada pela vocalista e violonista Monica Marsola. Houve ainda a participação especial de Guilherme Arantes tocando moog e piano em cinco faixas do LP, gravado pelo selo independente Lira Paulistana.

A Bolha

A Bolha foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome The Bubbles. Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de tv que existia na capital carioca naquela época.
 No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor canções próprias e chegaram a gravar dois álbuns, em 1973 e 1977. Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum, para então pararem novamente.

Tocaram como banda de apoio para Gal Costa, Leno, Márcio Greyck, Raul Seixas e Erasmo Carlos. Seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como Bixo da Seda, Herva Doce, A Cor do Som, Roupa Nova e Hanói-Hanói.
Criada em 1965 pelos irmãos César e Renato Ladeira, filhos da atriz Renata Fronzi e do radialista César Ladeira, que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com Ricardo no baixo e Ricardo Reis na bateria. A participação de Ricardo no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda.
 Lincoln Bittencourt foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso:
Não Vou Cortar o Cabelo, versão de "Break It All" da banda uruguaia Los Shakers, no lado A e Por Que Sou Tão Feio, versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos Rolling Stones, no lado B.
O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de tv e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda.
Em 1968, são convidados por seu amigo Márcio Greyck para serem a banda de apoio na gravação de um álbum.
 O álbum é lançado em agosto de 1968[5] e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos Beatles extraídas do álbum branco, Ob-La-Di, Ob-La-Da e Honey Pie.
 Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records.
Ainda em 1968, César decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística.
 Também Lincoln e, posteriormente, Ricardo deixariam a banda.
 Para o lugar deles, entram na banda Pedro Lima na guitarra solo, Arnaldo Brandão no baixo e Johnny na bateria.
 Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, passeando por Cream, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Grand Funk Railroad e Black Sabbath mas, ainda assim, continuam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas.
César Ladeira, que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor Adhemar Gonzaga, como assistente de direção.
César, então, chama o The Bubbles para tocar no filme Salário Mínimo, de 1970.
A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena e, ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima.
Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: Johnny sai e dá lugar a Gustavo Schroeter na bateria.
Em 1970, foram convidados por Jards Macalé para acompanhar Gal Costa em um show que ela iria fazer na boate Sucata.
 O show tinha cenário de Hélio Oiticica, contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: Naná Vasconcelos, Márcio Montarroyos, Íon Muniz e Zé Carlos.
A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada, anos depois, como "inesperada" por Renato Ladeira.
Este sucesso renderia um convite para que Pedro, Arnaldo e Gustavo acompanhassem Gal em apresentações ao vivo e aparições na tv em Portugal, como o programa de Raúl Solnado gravado no teatro Monumental de Lisboa.
 Depois do programa, os três acompanharam Gal Costa até Londres para visitar Caetano Velloso e Gilberto Gil que estavam exilados e morando na capital inglesa.
 Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight.
Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta.
Gustavo gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, Pedro pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival.
Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo.
Assistiram a The Who, The Doors, Sly and the Family Stone, Ten Years After (grupo de Alvin Lee), Chicago, Jethro Tull e Jimi Hendrix. Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam Rolling Stones e Eric Clapton.
Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para Renato a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo Gustavo, "não dava para fazer igual" a esses caras.
Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para A Bolha.
Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoios em Niterói ou no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo.
O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971.
A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas.
A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experenciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que Renato Ladeira girava o microfone imitando o Roger Daltrey do Who.
Com a fama adquirida no show com Gal Costa e também no festival, são chamados por um produtor da CBS para tocar no novo LP de Leno.
 Este produtor era ninguém menos do que Raul Seixas que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum Vida e Obra de Johnny McCartney, que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, Leno lançou o álbum como fora previsto na época.
Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música 18:30 de Eduardo Souto Neto e Geraldo Carneiro.
 Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu Sem Nada no lado A e ainda Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape.
 Também participaram da gravação do compacto duplo de Gal Costa, Gal, em duas músicas: Zoilógico e Vapor Barato.
Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançam seu primeiro álbum, Um Passo à Frente, pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena.
No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de Raul Seixas com Não Pare na Pista, Trem das Sete, Como Vovó já Dizia e Se o Rádio Não Toca, tocando em Não Pare na Pista e Como Vovó já Dizia.
Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, Gustavo Schroeter foi para o Veludo e Arnaldo Brandão saiu da banda. Entram Serginho Herval, na bateria, e Roberto Ly, no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975.
Ainda em 1975, Renato Ladeira deixa a banda para tocar no Bixo da Seda e para o seu lugar é escolhido Marcelo Sussekind.
Em 1977 gravam o seu segundo disco, É Proibido Fumar cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da Jovem Guarda.
Renato Ladeira participaria do disco apenas como compositor.
 A seguir realizam uma turnê abrindo para Erasmo Carlos sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista.
Esta turnê contou com a volta de Renato Ladeira nos teclados, tornando a banda um quinteto.
Durante a turnê a banda grava o álbum novo de Erasmo, Pelas Esquinas de Ipanema, que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades.
Vários componentes de A Bolha tocaram com músicos famosos da MPB, como Caetano Veloso e Raul Seixas. Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como A Cor do Som, Herva Doce, Outra Banda da Terra (que acompanhou Caetano Veloso), Roupa Nova e Hanói-Hanói, entre outros.